Jarbas Valente fala sobre o SGDC-1 em Audiência Pública na Câmara dos Deputados

9 de maio de 2018

A quarta-feira (9) foi de prestação de contas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Em Audiência Pública na Câmara dos Deputados, o ministro do MCTIC, Gilberto Kassab, abriu os trabalhos e apresentou os gestores das pastas que compõem o Ministério e os dirigentes das empresas vinculadas.

Jarbas Valente, presidente da Telebras, falou sobre o projeto SGDC-1. Jarbas explicou que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas deixa um legado para as telecomunicações do país. “O satélite trará benefícios para o governo e para a sociedade brasileira, com aumento na oferta de banda larga e cobertura territorial que abrange, inclusive, a Amazônia Azul”, ressalta.

Em meio a explanação, o presidente da Companhia explicou sobre os processos licitatórios da infraestrutura que compõem o projeto satelital. Segundo ele, as obras foram realizadas sem nenhum tipo de problema, com economia aproximada de R$ 68 milhões. “A fase de projetos foi auditada pelo TCU e serviu como case para demais obras de grande parte do governo. O montante total investido em infraestrutura foi de R$ 370 milhões”, disse.

Exploração comercial

Sobre a exploração comercial do SGDC 1, Valente explicou que o chamamento Público, baseado no Art. 28 da Lei 13.303/16, a Lei das Estatais, foi realizado, com ausência de propostas, no fim do segundo semestre de 2017. “A alternativa foi o contrato associativo que se refere ao estabelecimento da parceria firmada com a norte-americana Viasat, em fevereiro de 2018, para direito de uso temporário de apenas 58% da capacidade da banda Ka, equivalente aos Lotes 1 e 2 do Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU.”

A parceria é resultante de escolha transparente, a partir de comparações de propostas recebidas de várias empresas com premissas estabelecidas pelo Conselho de Administração e acompanhamento pela alta administração da Telebras. Confidencialidade e sigilo foram imprimidos nas tratativas comerciais entre as partes (art. 22 da Lei 12.527/2011 e arts. 5º e 6º do Decreto 7.724/2012).

O que ganha a Telebras com o contrato associativo de parceria?

Na oportunidade Jarbas enumerou os benefícios da parceria para a Telebras. O presidente da Estatal enfatizou que a parceria com a Viasat é essencial para a implantação de projetos e programas pelo SGDC por sua singularidade.

De a acordo com Valente, entre as premissas para contratação de parceria aprovadas pelo Conselho Administrativo da Telebras, em consonância com os princípios do Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU,  estão: Cumprimento do PNBL em todo o Brasil; Disponibilização de 5 banda base (estações de acesso), 50 mil terminais de usuário e atendimento à demanda imediata da Telebras; Rentabilidade do projeto SGDC aderente ao plano de negócio; Contrato de longo prazo (10 anos, podendo ser renovado); Parceria com fundamento no art. 28 da Lei 13.303/16.

Para Jarbas Valente, outros aspectos positivos para esta situação são:

  • Atendimento ao Lote Telebras, tal como disposto no Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU, com a disponibilização de 5 equipamentos de banda base devidamente instalados e mantidos, além de 50 mil terminais do usuário (Vsat) com instalação e manutenção em qualquer ponto do território nacional;
  • Atendimento a todo mercado de Governo Federal e ao PNBL com rapidez, escala e alta utilização do SGDC, baixando preços e reduzindo desigualdades sociais;
  • Redução do Capex em mais de R$ 500 milhões, tendo em vista não necessitar de investimento em equipamentos e sistemas;
  • Redução e controle do Opex devido à padronização dos custos operacionais e sinergias na manutenção dos sites em todo o Brasil.
  • Atender clientes com qualidade, dentro dos prazos estipulados, com agilidade e qualidade e, consequentemente, com ganho de imagem; manter a soberania, pois a operação e o controle do satélite e da rede terrestre sempre serão da Telebras; ganhar conhecimento, com transferência de conhecimento e know-how, reduzindo riscos operacionais; e rentabilizar o SGDC-1, com viabilidade econômico financeira do projeto aderente ao plano de negócio”.

Ação Judicial

Na data de ontem (8) a Procuradoria Geral da República, na pessoa da procuradora Raquel Dodge, emitiu parecer favorável à liminar da juíza Jaiza Fraxe, da Justiça do Amazonas, que suspende a negociação da Telebras com a americana Viasat.

A Diretoria Executiva informa que solicitará nova oportunidade junto às instâncias do Judiciário para esclarecer a lisura do processo de parceria com a Viasat e oferecer todas as informações sobre o contrato ao Poder Judiciário. Ciente das suas responsabilidades, a Telebras confia na atuação da Justiça a fim de manter a implementação dos objetivos do Programa Nacional de Banda Larga.

Durante a Audiência Pública, o ministro Kassab reforçou que o caso está sendo tratado pela Justiça e que tudo terá o seu desfecho o mais breve possível. “Esperamos uma decisão que seja favorável à negociação de suma importância para a conectividade em banda larga do país”, resumiu Kassab.

Engenheiros da Telebras participam, em Washington, do maior e mais importante evento do setor aeroespacial do mundo

15 de março de 2018

A semana é de aprendizado e troca de experiências internacionais para o gerente de Tecnologia e Soluções Satelitais da Telebras, Bruno Soares Henriques, e para o gerente de Engenharia e Operação de Satélites da Companhia, Sebastião do Nascimento Neto. Desde segunda-feira (12) eles estão em Washington, DC, nos Estados Unidos, participando do maior e mais importante evento do setor aeroespacial do mundo: a conferência Satellite 2018.

O evento reúne, até amanhã (16), líderes, empresários, executivos, engenheiros, profissionais, usuários e entusiastas da indústria que também envolve comunicações via satélite e tecnologias espaciais. Satellite mostra as tecnologias mais inovadoras e disruptivas (transformadoras), além de incentivar a troca de experiências entre os mais diversos players do mercado.

A Telebras, como operadora de satélites e também provedora de serviços de comunicação via satélite tem, a partir deste ano, relevante atuação no mercado brasileiro. Bruno e Sebastião buscam absorver as novidades e as melhores práticas de atuação no setor, bem como participam de reuniões com empresas, parceiros atuais e potenciais, além de instituições governamentais e regulatórias que farão com que a Telebras seja cada vez mais atuante neste setor tão importante para o desenvolvimento nacional.

“Aqui estamos acompanhando de perto a movimentação do mercado, os principais desafios e quais os rumos que devemos esperar para o futuro da Telebras e do SGDC. Também estamos debatendo e trocando experiências com operadores de outros países, que, assim como a Telebras, têm o objetivo de levar Internet banda larga aos lugares mais remotos de seus países com programas de educação e saúde”, comenta Sebastião do Nascimento Neto.

“Pudemos acompanhar diversos painéis sobre novas tecnologias que posicionarão a Telebras em um outro patamar a partir de agora. Estamos aproveitando a experiência dos exemplos de sucesso para aprender e aprimorar cada vez mais nossos projetos”, afirma Bruno Henriques.

“Neste ano, estamos acompanhando o lançamento de tecnologias inovadoras para os terminais satelitais, que poderão, inclusive, ser utilizados no SGDC em um futuro próximo. Além disso, avanços na fabricação de satélites, nos sistemas de radiofrequência, na capacidade de lançamento e nas possibilidades de redução de custos de operação foram observados, garantindo que podemos fazer uso de todo esse conhecimento adquirido para melhorar os resultados da empresa, acelerando a implantação do PNBL”, comenta Bruno.

“No caminho de novos investimentos foi observada uma tendência massiva no sentido da verticalização, ou seja, operador de satélite e prestador de serviço pela mesma empresa, mostrando que a Telebras está no caminho certo”, comemora Sebastião.

Mais informações em: http://2018.satshow.com/attend/

Satélite Geoestacionário Brasiliero (SGDC) está sob controle total da Telebras

5 de julho de 2017

SGDC encontra-se em fase de testes de rede da Estatal. Início de operação do serviço de banda larga civil e militar é previsto ainda para este ano.

Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGDC

Foto: Thales Alenia Space

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica (SGDC), lançado em maio de 2017, está sob o controle total da Telebras desde o dia 30 de junho. A operacionalização acontece tanto da sede da empresa, como do Centro de Operações Espaciais do Satélite Geoestacionário (COPE – P), ambos situados em Brasília.

De acordo com o Gerente de Engenharia e Operação de Satélites, Sebastião do Nascimento Neto, a entrega só foi feita graças a atuação da equipe Telebras, que não mediu esforços ao longo dos 4 anos de desenvolvimento do Projeto. “Nossa equipe está de parabéns. Os últimos 6 meses foram de trabalho ainda mais intenso. Tivemos que acelerar as atividades para cumprir os prazos estabelecidos e isso só foi possível graças ao empenho de todos”, diz Sebastião.

A Thales Alenia Space, empresa franco-italiana, responsável pelo fornecimento do artefato para o Brasil, elogiou o trabalho da Estatal e o empenho dos colaboradores envolvidos no Projeto.

Sebastião conta, ainda, que se sente orgulhoso e parabeniza a Diretoria Executiva da Telebras pelas ações realizadas. Ele também reforça o visível desempenho da equipe responsável pela infraestrutura que está se empenhando ao máximo para execução do cronograma, e por vezes até antecipando a entrega.

Neste momento, o Satélite Geoestacionário passa por fase de testes de rede pela Estatal e, segundo o gerente, em setembro o serviço de banda larga estará disponível para distribuição ao usuário final, sociedade civil e militar.

Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGDC

Foto: Thales Alenia Space

Janice Santos – Assessora de Comunicação Telebras

 

Telebras apresenta plano de venda da banda Ka do Satélite Geoestacionário a empresas de telecom

23 de fevereiro de 2017

Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégicas terá 70% da sua capacidade voltada para ampliar a oferta de internet de alta velocidade no país por meio da banda Ka. De acordo com a Telebras,plano de vendas vai permitir parcerias com operadoras de telecomunicações que vão trazer equipamentos e tecnologias modernas para ampliar a oferta de banda larga.

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Satélite Geoestacionário beneficiará segurança nacional e banda larga, diz ministro

8 de fevereiro de 2017

por Portal Brasil
Lançamento está previsto para março deste ano. Projeto conta com parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Defesa

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