Telebras apresenta plano de venda da banda Ka do Satélite Geoestacionário a empresas de telecom

23 de fevereiro de 2017

Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégicas terá 70% da sua capacidade voltada para ampliar a oferta de internet de alta velocidade no país por meio da banda Ka. De acordo com a Telebras,plano de vendas vai permitir parcerias com operadoras de telecomunicações que vão trazer equipamentos e tecnologias modernas para ampliar a oferta de banda larga.

Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas será lançado em março da Guiana. Crédito: Telebras

A Telebras apresentou nesta quinta-feira (23), durante audiência pública com representantes de empresas do setor de telecomunicações, o modelo do plano de venda de capacidade em banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, que deve ser lançado no dia 21 de março, terá 70% da sua capacidade voltada para ampliar a oferta de internet banda larga no país. Os 30% restantes são destinados às comunicações estratégicas das Forças Armadas brasileiras.

De acordo com o presidente da Comissão Especial de Comercialização do SGDC, Bruno Henriques, a negociação da capacidade do satélite será dividida em quatro lotes principais, que terão 100% de cobertura em todo o território nacional. Um lote será exclusivo da Telebras. Outros três serão comercializados com empresas que atuam nos regimes de concessão, permissão e autorização de serviços de telecomunicações. O lote 1 será um pouco maior, e a empresa vencedora terá oferecer contrapartidas para a Telebras.

Contribuições ao modelo de plano de negócios apresentado poderão ser feitas até as 23h59 do dia 8 de março de 2017, pelo email sgdc@telebras.com.br . Além disso, as operadoras também poderão marcar reuniões presenciais na Telebras para discutir e apresentar sugestões. A previsão é que o edital para a seleção dos parceiros comerciais seja publicado em março, e a assinatura dos contratos ocorra em abril.

Durante a apresentação, Bruno Henriques destacou que o objetivo principal do plano de venda é atender às metas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL): expansão do acesso à internet de alta velocidade em todo o Brasil, inclusão digital, redução das desigualdades sociais e regionais e ampliação dos serviços de governo eletrônico em áreas como saúde, educação e segurança.

“Estamos totalmente atentos a esse objetivo primordial do SGDC. Não existe outra maneira economicamente mais eficiente e ágil, com menos riscos e possibilidade de dar certo, do que a que estamos apresentando hoje.”

De acordo com o diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente, o plano de vendas de capacidade do SGDC foi desenhado para permitir parcerias com grandes, médias e pequenas operadoras de telecomunicações. “Essas empresas vão trazer equipamentos e tecnologias modernas, com a velocidade que nós precisamos e com o preço mais adequado possível para ampliar a oferta de banda larga.”

O SGDC será o único satélite de alta capacidade em banda Ka com cobertura totalmente nacional. A vida útil do equipamento será de 18 anos. O satélite terá dois centros de controle (em Brasília e no Rio de Janeiro), além de contar com cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Campo Grande e Salvador. As operações devem começar no segundo semestre de 2017.

O SGDC já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado no dia 21 de março próximo. A construção do satélite é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões.

Fonte: MCTIC

Satélite Geoestacionário beneficiará segurança nacional e banda larga, diz ministro

8 de fevereiro de 2017

por Portal Brasil
sgdc

Os investimentos destinados ao projeto são da ordem de R$ 2,1 bilhões

Lançamento está previsto para março deste ano. Projeto conta com parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Defesa

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para ser lançado em 21 de março, na Guiana Francesa, deve trazer contribuições para a realização de políticas públicas no segmento da segurança nacional e aos serviços prestados pela Telebras.

O projeto, que possui parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações com o Ministério da Defesa, deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com 10 países sul-americanos.

Além disso, a iniciativa visa estender o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), a todo o território nacional, além de beneficiar o setor aeroespacial. Os investimentos destinados ao projeto são da ordem de R$ 2,1 bilhões.

“Com o SGDC, o Brasil ganha qualidade na prestação dos seus serviços, seja ao dar mais eficiência ao sistema de segurança nacional, seja ao levar mais condições de banda larga para todos os cidadãos, em suas atividades pessoais ou profissionais”, destacou o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, em visita ao Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), da Força Aérea Brasileira (FAB), nesta quarta-feira (8).

Com a iniciativa, o Brasil passará a fazer parte do seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite geoestacionário de comunicações, diminuindo a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que vai gerar uma economia significativa aos cofres públicos e maior segurança em suas comunicações.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTIC

Comment TAS a accompagné le programme spatial du Brésil

7 de fevereiro de 2017

Par Laurence Bottero via La Tribune, Paris

(Crédits : Thales Alenia Space_Master Image Programmes)

Lancé depuis Kourou en mars prochain, le satellite de télécommunication dual SGDC signe aussi une étape dans le plan de transfert de compétences et de technologies qui lie Thales Alenia Space et le Brésil.

S’il est encore pour quelques jours dans les entrailles de Thales Alenia Space à Cannes, le satellite SGDC (satellite géostationnaire de défense et de communication sécurisées) est désormais fin prêt à rejoindre le pas de tir guyanais de Kourou pour un lancement en mars, par une fusée Ariane 5.

Et si les équipes de TAS sont habituées à voir s’envoler le résultat de leur travail, cette mise en orbite a un goût particulier. Car SGDC est en effet la première concrétisation de l’accompagnement par la co-entreprise franco-italienne du programme spatial brésilien.

Un MOU spécial

Hormis une coopération avec les Chinois, le Brésil n’avait jusqu’alors pas de programme spatial ambitieux. Suite à un appel d’offres, Thales Alenia Space est choisi, l’emportant face aux concurrents américain et japonais. Le contrat portant sur la réalisation de SGDC est signé en décembre 2013. Accompagné d’un Memorandum of Understanding dont le but est justement de faire monter en gamme le programme spatial brésilien. Car le Brésil a des besoins, notamment celui d’assurer sa souveraineté en terme de communications sécurisées pour les Forces armées et le gouvernement mais aussi de réduire la fracture numérique et de permettre l’accès à Internet même dans les coins les plus reculés du pays, comme l’Amazonie.

La réalisation du satellite de télécommunication – qui a duré 3 ans – a donc permis de lier les deux objectifs. Embarqués dans l’aventure, 45 Brésiliens ont été formés, trente d’entre eux étant même hébergés tout au long du déroulement du projet au sein des établissements de Cannes et Toulouse. Un vrai “changement d’échelle” dit Michel Roussy, chef de programme, pour ceux qui ont été intégrés de la même façon que le sont habituellement les stagiaires et à qui il fallait apporter “un ensemble de compétences“.

Vitrine technologique

Le transfert de compétences est justement une autre brique apportée par Thales Alenia Space. Qui a fait profité de son savoir “les entreprises brésiliennes intéressées par le spatial afin qu’elles deviennent qualifiées et puissent entrer dans la chaîne de production“. Pour des domaines par exemple tels que la mécanique, la propulsion ou encore l’optique. Et puis, surtout, il fallait aussi faire en sorte que le projet puisse servir de vitrine. La réalisation d’un panneau structural en aluminium, panneau support de batterie, par la brésilienne Cenic et intégré dans le satellite sert donc de “démonstrateur” et permet de revendiquer un “Bresil inside” de bon aloi.

Position stratégique

Ayant désormais “le pied à l’étrier“, le Brésil va donc pouvoir gérer un SGDC 2. L’appel d’offre le concernant est d’ailleurs en cours de préparation. “C’est le meilleur qui l’emportera” dit Michel Roussy, même si le succès de ce programme apporte inévitablement un avantage à Thales Alenia Space. Le Brésil, de son côté, connaît ses besoins. Ainsi un satellite d’observation est aussi important, “très utile dans un pays pour qui les enjeux climatiques et agricoles sont majeurs“, souligne Michel Roussy, et qui préfère donc évidemment avoir son propre satellite plutôt que d’acheter des images. Mais la crise, entamée en 2014, freine, malgré tout, les faims spatiales. D’ailleurs les deux seuls projets qui ont été maintenus alors par la présidente Dilma Roussef, étaient… les JO et le projet SGDC. Un contrat à 250 M€ comprenant le satellite ainsi que la construction de deux stations sols de surveillance. Une coopération inédite pour Thales Alenia Space qui a des coopérations plus modestes avec le Turkménistan et la Turquie. Une coopération inédite qui peut cependant, ouvrir d’autres voies…

Disponível em: http://marseille.latribune.fr/entreprises-finance/2017-02-07/comment-tas-a-accompagne-le-programme-spatial-du-bresil.html

Le satellite SGDC prêt au départ pour la Guyane

6 de fevereiro de 2017

Le satellite SGDC en salle blanche chez Thales Alenia Space le 3 février dernier. © P.-F. Mouriaux/Air & Cosmos

Le satellite SGDC en salle blanche chez Thales Alenia Space le 3 février dernier. © P.-F. Mouriaux/Air & Cosmos

Le 3 février, les représentants de la presse ont été invités à voir le satellite de télécommunications brésilien SGDC dans les salles blanches de l’usine d’assemblage de Thales Alenia Space, à Cannes, avant son transfert vers la Guyane.

Le satellite SGDC (Geostationary Defense and Strategic Communications – satellite géostationnaire de défense et de communications sécurisées) est un satellite de télécommunications dual construit par Thales Alenia Space pour le Brésil.
Le contrat, estimé à plus de 400 M€, avait été passé en décembre 2013 avec l’opérateur Visiona, société commune entre Telebras et Embraer. Il s’inscrit à la fois au cœur du plan spatial de l’agence spatiale brésilienne AEB, et du plan stratégique du Ministère de la Défense brésilien.
Il comprend la construction du satellite SGDC, mais aussi la fourniture d’un système sol global, et d’un vaste programme de soutien transfert de technologies : installation d’une entité Thales Alenia Space Brazil dans le parc technologique de San José dos Campos, accueil de plus de 30 ingénieurs brésiliens à Toulouse et Cannes, contrats de sous-traitance avec plusieurs sociétés brésiliennes, et création d’une académie spatiale nationale.

Lancement le 21 mars.
Basé sur la plateforme Spacebus 4000 et doté d’une puissance de 9 kW, le satellite SGDC emportera 40 transpondeurs en bande Ka pour le Ministère des télécommunications, ainsi que 5 relais en bande X pour le Ministère de la Défence brésiliens. D’une masse de 5 754 kg, il sera placé au-dessus Brésil, à 75°W.
Son transfert entre l’usine d’assemblage de Cannes et Kourou est prévu pour le 13 février, pour un lancement le 21 mars prochain depuis le Centre spatial guyanais, à l’aide d’un lanceur Ariane 5 ECA d’Arianespace.

Notícia disponível em: http://www.air-cosmos.com/le-satellite-sgdc-pret-au-depart-pour-la-guyane-89523

 

Satélite da Telebras é notícia internacional

Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa

Matéria de Daniela Dálio, do Portal Nacional de Seguros

O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego civil e militar, construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.

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