Jarbas Valente fala sobre o SGDC-1 em Audiência Pública na Câmara dos Deputados

9 de maio de 2018

A quarta-feira (9) foi de prestação de contas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Em Audiência Pública na Câmara dos Deputados, o ministro do MCTIC, Gilberto Kassab, abriu os trabalhos e apresentou os gestores das pastas que compõem o Ministério e os dirigentes das empresas vinculadas.

Jarbas Valente, presidente da Telebras, falou sobre o projeto SGDC-1. Jarbas explicou que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas deixa um legado para as telecomunicações do país. “O satélite trará benefícios para o governo e para a sociedade brasileira, com aumento na oferta de banda larga e cobertura territorial que abrange, inclusive, a Amazônia Azul”, ressalta.

Em meio a explanação, o presidente da Companhia explicou sobre os processos licitatórios da infraestrutura que compõem o projeto satelital. Segundo ele, as obras foram realizadas sem nenhum tipo de problema, com economia aproximada de R$ 68 milhões. “A fase de projetos foi auditada pelo TCU e serviu como case para demais obras de grande parte do governo. O montante total investido em infraestrutura foi de R$ 370 milhões”, disse.

Exploração comercial

Sobre a exploração comercial do SGDC 1, Valente explicou que o chamamento Público, baseado no Art. 28 da Lei 13.303/16, a Lei das Estatais, foi realizado, com ausência de propostas, no fim do segundo semestre de 2017. “A alternativa foi o contrato associativo que se refere ao estabelecimento da parceria firmada com a norte-americana Viasat, em fevereiro de 2018, para direito de uso temporário de apenas 58% da capacidade da banda Ka, equivalente aos Lotes 1 e 2 do Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU.”

A parceria é resultante de escolha transparente, a partir de comparações de propostas recebidas de várias empresas com premissas estabelecidas pelo Conselho de Administração e acompanhamento pela alta administração da Telebras. Confidencialidade e sigilo foram imprimidos nas tratativas comerciais entre as partes (art. 22 da Lei 12.527/2011 e arts. 5º e 6º do Decreto 7.724/2012).

O que ganha a Telebras com o contrato associativo de parceria?

Na oportunidade Jarbas enumerou os benefícios da parceria para a Telebras. O presidente da Estatal enfatizou que a parceria com a Viasat é essencial para a implantação de projetos e programas pelo SGDC por sua singularidade.

De a acordo com Valente, entre as premissas para contratação de parceria aprovadas pelo Conselho Administrativo da Telebras, em consonância com os princípios do Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU,  estão: Cumprimento do PNBL em todo o Brasil; Disponibilização de 5 banda base (estações de acesso), 50 mil terminais de usuário e atendimento à demanda imediata da Telebras; Rentabilidade do projeto SGDC aderente ao plano de negócio; Contrato de longo prazo (10 anos, podendo ser renovado); Parceria com fundamento no art. 28 da Lei 13.303/16.

Para Jarbas Valente, outros aspectos positivos para esta situação são:

  • Atendimento ao Lote Telebras, tal como disposto no Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU, com a disponibilização de 5 equipamentos de banda base devidamente instalados e mantidos, além de 50 mil terminais do usuário (Vsat) com instalação e manutenção em qualquer ponto do território nacional;
  • Atendimento a todo mercado de Governo Federal e ao PNBL com rapidez, escala e alta utilização do SGDC, baixando preços e reduzindo desigualdades sociais;
  • Redução do Capex em mais de R$ 500 milhões, tendo em vista não necessitar de investimento em equipamentos e sistemas;
  • Redução e controle do Opex devido à padronização dos custos operacionais e sinergias na manutenção dos sites em todo o Brasil.
  • Atender clientes com qualidade, dentro dos prazos estipulados, com agilidade e qualidade e, consequentemente, com ganho de imagem; manter a soberania, pois a operação e o controle do satélite e da rede terrestre sempre serão da Telebras; ganhar conhecimento, com transferência de conhecimento e know-how, reduzindo riscos operacionais; e rentabilizar o SGDC-1, com viabilidade econômico financeira do projeto aderente ao plano de negócio”.

Ação Judicial

Na data de ontem (8) a Procuradoria Geral da República, na pessoa da procuradora Raquel Dodge, emitiu parecer favorável à liminar da juíza Jaiza Fraxe, da Justiça do Amazonas, que suspende a negociação da Telebras com a americana Viasat.

A Diretoria Executiva informa que solicitará nova oportunidade junto às instâncias do Judiciário para esclarecer a lisura do processo de parceria com a Viasat e oferecer todas as informações sobre o contrato ao Poder Judiciário. Ciente das suas responsabilidades, a Telebras confia na atuação da Justiça a fim de manter a implementação dos objetivos do Programa Nacional de Banda Larga.

Durante a Audiência Pública, o ministro Kassab reforçou que o caso está sendo tratado pela Justiça e que tudo terá o seu desfecho o mais breve possível. “Esperamos uma decisão que seja favorável à negociação de suma importância para a conectividade em banda larga do país”, resumiu Kassab.

NOTA CONJUNTA MCTIC E MINISTÉRIO DA DEFESA

16 de abril de 2018

Parceria com Viasat no satélite geoestacionário não oferece risco à soberania nacional, afirmam MCTIC e Ministério da Defesa

Os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações reforçam que a parceria estratégica firmada pela Telebras e a empresa Viasat no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) não oferece risco à soberania nacional.

O satélite foi concebido para atender às estratégias de defesa nacional e viabilizar o programa Internet para Todos, que prevê a massificação da internet de qualidade para todo o Brasil. A fim de promover estes dois pilares, o controle e a operação do satélite continuam sob responsabilidade da Telebras e do Ministério da Defesa.

O satélite foi dividido em duas bandas: a banda X, de uso exclusivamente militar; e a banda Ka, que atende o social. São sistemas totalmente independentes, e não há qualquer troca de dados e informações entre eles, além de a Viasat ou qualquer outra empresa não ter acesso, em qualquer hipótese, às senhas de controle do SGDC. A exploração comercial da banda Ka do SGDC não transfere a propriedade nem modifica a governança do projeto SGDC. A responsabilidade da Viasat nessa parceria é a instalação e manutenção dos terminais de usuários (antenas) em todo o Brasil.

Cabe ressaltar que a Viasat é uma empresa mundialmente reconhecida, que está presente nos Estados Unidos, Europa, Austrália e México, inclusive com contratos governamentais para implantação de programas nacionais de banda larga. O acordo de parceria, baseado no artigo 28, §3º, II, da Lei nº 13.303/2016, atende às políticas públicas em prol do interesse coletivo – a expansão do acesso à Internet em banda larga no país.

A internet em banda larga de alta qualidade oferecida pelo SGDC cobre todo o Brasil e já está viabilizando projetos sociais, como o Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC), Educação Conect@da (do Ministério da Educação), Prontuário Eletrônico (do Ministério da Saúde), além do Internet para Todos. O SGDC também ajudará a garantir segurança nacional ao levar conectividade aos diversos postos de fronteira do país, dentre outros órgãos localizados em áreas remotas, hoje sem cobertura adequada.

Por fim, o Ministério da Defesa e o MCTIC vislumbram que a operacionalidade plena do SGDC fortalecerá ainda mais a soberania nacional, além de trazer grandes benefícios sociais e econômicos ao Brasil.

Brasília, 16 de Abril de 2018.

MINISTÉRIO DA DEFESA

MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÕES E COMUNICAÇÕES

Atualizações sobre a parceria entre Telebras e Viasat

14 de abril de 2018

Concorrentes têm difundido informações falsas sobre a parceria para proteger interesses próprios

   

 A Telebras e a Viasat sentem-se no dever de fornecer uma visão precisa sobre a parceria e a operacionalização do SGDC-1. Foram divulgadas diversas informações imprecisas sobre o acordo, com afirmações infundadas que visam o fim da parceria. Queremos esclarecer a situação.

Primeiro, temos convicção de que nossa parceria está totalmente de acordo com as leis brasileiras, protegendo a soberania do Brasil, preservando a segurança nacional e trazendo banda larga de alta velocidade para a população brasileira. Tanto a Telebras como a Viasat sabem da importância do programa do satélite brasileiro, e estamos comprometidos firmemente com o seu sucesso. A legislação brasileira foi seguida para assegurar que o satélite permanecesse sobre controle brasileiro. Garantimos que o programa favorece a todos os brasileiros, especialmente aqueles que nunca estiveram adequadamente conectados à internet. Neste sentido, a população brasileira precisa saber que:

  • A Telebras detém 100% da capacidade civil (banda Ka) do SGDC-1 e esta permanece sobre seu total controle. A Viasat não é proprietária da capacidade do SGDC-1.
  • A Viasat não tem direito ou capacidade de acessar os controles do satélite ou sua telemetria, nem autoridade para pedir à Telebras que tome quaisquer medidas referentes ao controle ou operação do satélite.
  • A banda X do satélite, de uso militar, é absolutamente separada e gerenciada exclusivamente pelas Forças Armadas brasileiras. A Viasat não tem acesso a qualquer parte da banda militar do SGDC-1, e não terá participação na operação ou nos serviços de comunicação militares. O acordo entre a Viasat e a Telebras exclui quaisquer termos relacionados à banda X.
  • Para a banda Ka de uso civil, a Telebras tem o direito exclusivo de fornecer conectividade a milhares de escolas, postos de saúde, instituições governamentais e comunidades isoladas. O único papel da Viasat nesses locais é dar suporte à Telebras com a instalação de equipamentos terrestres e na garantia do bom funcionamento da rede. A Viasat não tem direito de explorar comercialmente a capacidade direcionada à Telebras no atendimento a clientes governamentais. Ainda, a Viasat está comprometida em priorizar esses clientes, fornecendo serviço a escolas, postos de saúde, instituições governamentais e comunidades isoladas antes de adicionar quaisquer de seus clientes.
  • Em relação à capacidade civil restante, o acordo garante à Viasat o direito de utilizar essa capacidade com o objetivo principal de fornecer serviços de internet de alta qualidade em zonas rurais. A Viasat não é proprietária dessa capacidade, e o direito de uso não é gratuito à Viasat. Em vez disso, a Viasat pagará à Telebras um percentual significativo das receitas desses serviços no Brasil. Futuramente, a Viasat pode também fornecer Wi-Fi para aviões ou internet de alta velocidade para empresas e consumidores residenciais. Todos esses serviços trarão melhor qualidade ao acesso à internet em banda larga no Brasil. O pagamento de receita significativa à Telebras garante que o projeto SGDC-1 seja econômica e socialmente viável, além de permitir novos investimentos no programa ou outros meios para conectar ainda mais a população brasileira.
  • Tanto a Viasat como a Telebras acreditam na importância de se cobrir cada centímetro do território nacional. A Viasat ativará serviços onde quer que a Telebras determine, incluindo os locais mais remotos e de difícil acesso do Brasil. Outros programas de satélites no Brasil cobrem somente grandes centros populacionais que, geralmente, possuem outras opções de banda larga. Uma das razões para a parceria entre a Telebras e a Viasat é o histórico bem-sucedido da Viasat em conectar regiões remotas de forma economicamente sustentável, onde outras companhias não conseguem ou não querem entrar.
  • A Viasat já investiu milhões de dólares para apoiar a parceria com a Telebras, e está comprometida em investir muito mais, trazendo internet banda larga para todos os cantos do Brasil. A Viasat está comprometida também em criar centenas de novos empregos no Brasil para dar apoio à Telebras. A parceria da Telebras com a Viasat e sua subsidiária brasileira é financeiramente sustentável e garantida pelos recursos bilionários da empresa de capital aberto.

Infelizmente, alguns concorrentes usaram alegações falsas para tentar evitar que essa parceria avance. Tais alegações já causam impacto negativo para a população brasileira: antes de serem legalmente notificadas da liminar, a Viasat e a Telebras começaram a fornecer internet banda larga de alta qualidade a crianças de escolas municipais, escola indígena e o Posto de Fronteira do Exército Brasileiro localizado na cidade de Pacaraima, no Estado de Roraima. Estamos prontos para fazer a instalação em centenas de novos pontos nas próximas semanas, levando internet a zonas ainda sem conexão.

A desinformação e as pretensões judiciais descabidas podem se tornar um obstáculo de curto prazo para a Telebras e a Viasat. Contudo, estamos investindo no longo prazo. A Telebras e a Viasat permanecem confiantes de que a parceria será mantida nos tribunais e reconhecida pelo que realmente é: uma abordagem lícita e inovadora para trazer benefícios sociais importantes, como internet de alta velocidade a todo o Brasil.

 

Telebras e Governo Federal unidos para conectar o Brasil

13 de março de 2018

Cerimônia de lançamento do Projeto Internet para Todos reúne mais de 2.400 prefeitos em Brasília

“Creio que estamos colocando o Brasil na modernidade. E o interessante é que se falava nesse tema de levar banda larga para todos os municípios e todas as escolas públicas há bastante tempo. Hoje nós podemos comemorar algo que diz respeito aos países mais avançados do mundo. Estamos levando, com essa fórmula, banda larga para todos os municípios brasileiros.”

A afirmação é do presidente da República, Michel Temer, durante a cerimônia do Programa Internet para Todos, realizada ontem, no Centro de Convenções Internacionais de Brasília. Na oportunidade, milhares prefeitos assinaram termos de adesão à iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para garantir banda larga a localidades sem conectividade ou com acesso precário à internet.

O ministro Gilberto Kassab explicou que o programa Internet para Todos nasceu em maio de 2017, com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). “Naquele momento, quando o foguete levou o SGDC ao espaço, iniciamos o Internet para Todos. Passados alguns meses, começamos um processo de mobilização que nos permitiu chegar ao dia de hoje, com apoio de todos os governadores, sem uma única exceção. Até o presente momento, 2.471 prefeitos pessoalmente estão aqui para assinar esse contrato. Isso vai permitir usar o satélite da melhor maneira possível.”

A conexão à banda larga, oferecida pelo Internet para Todos, será feita por meio do SGDC-1, da Telebras. “O Satélite tem duas características principais: a sua vida útil, que é de 18 anos, e a sua capacidade, que é de tal ordem que ultrapassa a somatória de todos os satélites privados que operam hoje no país. Com essa capacidade, firmamos convênios com três ministérios, além dos municípios”, lembrou Kassab.

Maximiliano Martinhão, presidente da Telebras, lembra que a Companhia é a primeira operadora credenciada para oferta do Internet para Todos. “Nosso principal objetivo é promover acesso à Internet aos brasileiros, favorecendo, desta forma, a inclusão digital e social. A Telebras é a proprietária do SGDC-1 e a empresa parceira neste processo é a Viasat, com larga experiência mundial em conexão via Satélite. A experiência deles no México, por exemplo, vai servir de norte para desenvolvermos o Internet para Todos e outros projetos no Brasil, com certeza de êxito”, lembra.

O MCTIC estabeleceu parcerias ao longo do ano passado com o Ministério da Defesa, para garantir o monitoramento de 100% das fronteiras brasileiras, ampliando as ações de combate ao tráfico de armas e drogas; com o Ministério da Educação, para levar banda larga para todas as escolas públicas do país, sendo que 7 mil serão beneficiadas ainda em 2018; e com o Ministério da Saúde, para implantar internet em hospitais e postos de saúde, melhorando a gestão pública e a qualidade dos serviços prestados à população.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, reforçou que o Programa de Informatização das Unidades Básicas de Saúde (Piubs) está disponível, com objetivo de implantar um prontuário eletrônico. “Temos dezenas de empresas inscritas. Logo os senhores poderão optar qual empresa desejam contratar para informatizar a sua cidade. Teremos tablets para agentes locais de saúde. Tudo isso nos permitirá economizar R$ 20 bilhões dos R$ 246 bilhões que estados, municípios e União colocam anualmente na saúde, porque deixaremos de repetir exames, consultas e entrega de equipamentos. A informatização tem esse condão de dar transparência e controle às ações de governo.”

As empresas credenciadas pelo Piubs estão aptas a fornecer soluções que contemplem serviços de conectividade, disponibilização de hardware e software, manutenção de equipamentos de tecnologia da informação, treinamento dos profissionais de saúde e suporte técnico contínuo.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, recordou que a instituição começou há 14 anos a pleitear um programa de banda larga. “Lá pelos idos de 2004, nós já buscávamos com o governo federal para que fosse criada uma instância, que hoje, finalmente, vamos conseguir implantar no nosso país. Uma necessidade urgente. Os prefeitos têm dificuldade hoje porque tudo é pela internet, praticamente. Tribunais de contas exigem dados por meio virtual, de forma imediata, sem falar dos benefícios em educação, saúde e segurança.”

Até o momento, 3.031 municípios manifestaram interesse em participar do programa. Desse total, 2.836 prefeituras estão prontas para assinar o termo de adesão. Cerca de 40 mil localidades devem ser contempladas. As cidades beneficiadas nesta primeira fase começarão a receber as antenas a partir de maio.

Confira mais fotos do evento AQUI.

Texto: Ascom/MCTIC e Janice Palao
Fotos: Ascom/MCTIC

Telebras e Viasat celebram Contrato Estratégico para avançar no uso comercial da capacidade do SGDC-1

26 de fevereiro de 2018

 

A parceria foca na condução da inclusão digital pelo Brasil, tornando a Internet acessível e disponível a todos

Brasília, DF, e CARLSBAD, Calif., 26 de Fevereiro de 2018 – Telebras (B3/Bovespa: TELB3 & TELB4), uma sociedade de economia mista de telecomunicações, e Viasat Inc. (NASDAQ: VSAT), uma empresa de comunicações global, anunciam hoje um contrato estratégico de capacidade satelital de longo prazo, assinado em 23 de fevereiro de 2018, para avançar no uso comercial da capacidade da banda Ka do SGDC-1 (Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas) que, em última instância, trará internet de alta velocidade e acessível para comunidades não atendidas em cinturões urbanos, bem como em áreas rurais e remotas em todo o Brasil.

A Telebras, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), tem sua parcela de responsabilidade na implementação de políticas públicas, tais como o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), Gesac (Eletrônico Governo – Serviço de Atendimento ao Cidadão), Educação Conectada e Internet para Todos. A Telebras é proprietária do SGDC-1, o maior Satélite HTS (High Throughput Satellite) com cobertura em todo o território brasileiro e áreas costeiras, com aproximadamente 58 Gbps, o que representa a soma da capacidade de todos os satélites operacionais que atualmente cobrem o Brasil. A Viasat é uma das maiores operadoras de satélites do mundo, com vasta experiência e liderança neste mercado. Com sede na cidade de Carlsbad, Califórnia, EUA, a Companhia oferece serviços de banda larga residencial, empresarial e governamental, usando seus próprios satélites.

Com a publicação do Decreto no. 7.175/2010, que estabeleceu o PNBL, o governo federal brasileiro apresentou sua iniciativa de promover o acesso universal à Internet de banda larga em todo o País, particularmente nas regiões que não são atendidas por esta tecnologia. Coube à Telebras implementar a rede privativa da administração pública federal, prestar suporte a políticas públicas de conectividade com a internet, prover infraestrutura e rede de apoio a serviços de telecomunicações para entidades privadas, públicas e sem fins lucrativos e prestar serviços de conectividade de internet de banda larga para usuários finais, apenas nos locais em que não existe uma oferta adequada para esses serviços.

O contrato entre a Telebras e a Viasat compreende serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat e o uso de 100% da capacidade da banda Ka do SGDC-1, oferecendo acesso à banda larga de qualidade em todo o Brasil. A parceria permitirá que a Telebras aumente sua relevância na implementação de políticas públicas, promovendo a integração social e o desenvolvimento econômico no País. A parceria combinará a capacidade em banda Ka do SGDC-1 com o conhecimento e experiência em implantação de infraestrutura da Viasat, de forma escalável, permitindo acesso à Internet de qualidade a preços acessíveis em comunidades onde estes serviços são deficientes ou indisponíveis.

Para avançar no uso comercial da capacidade da banda Ka do SGDC-1 existe uma soma de esforços do Governo Federal, liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, nas pessoas do Exmo. Sr. Presidente da República, Michel Temer e do ministro Gilberto Kassab, e a Telebras. O projeto é uma continuidade do trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos, no sentido de levar conectividade ao Brasil de forma igualitária e bem distribuída. O projeto SGDC faz parte do propósito maior do Governo Federal, que é a busca do desenvolvimento a partir de um Brasil que interage com o mercado global e com todas as plataformas de conectividade capazes de abrir portas para o progresso.

Ao longo dos últimos anos, a Telebras assinou parcerias no Brasil para a integração e compartilhamento da rede de telecomunicações terrestre (backbone e backhaul) para chegar a lugares de difícil acesso à internet. Com a atual parceria, a Telebras reafirma seu compromisso de atender seus clientes onde quer que estejam, com ênfase especial nos Programas do Governo Federal, como Gesac, Educação Conectada e Internet para Todos, o que levará a conectividade para mais de 50 mil entidades públicas, tais como escolas, postos de saúde, postos da fronteira, etc., beneficiando milhões de brasileiros, incluindo comunidades indígenas e quilombolas.

Nos termos da parceria, a Viasat alavancará a rede satelital do SGDC-1 para explorar serviços de satélite em comunidades isoladas, por meio de WiFi Hotspots de acesso à Internet de baixo custo, além de explorar os mercados residencial, empresarial e de aviação. A parceria estratégica da Telebras-Viasat proporcionará maior competitividade ao mercado brasileiro de Internet em banda larga via satélite, à medida em que a Viasat antecipará sua entrada no Brasil, gerando uma maior oferta de serviços, produtos e preços em qualquer região do País.

“A parceria com a Viasat nos permite estabelecer a infraestrutura necessária para trazer comunicações de dados de grande alcance, confiáveis ​​e de alta velocidade para os brasileiros – mesmo nas regiões mais distantes do País, menos povoadas”, disse Maximiliano Martinhão, presidente da Telebras. “Nós acreditamos que, em conjunto com a Viasat, poderemos cumprir a missão da Telebras nas políticas públicas: levar Internet acessível a todos, ao mesmo tempo em que criamos o futuro global competitivo do Brasil através da criação de emprego, desenvolvimento de habilidades e redução das disparidades socioeconômicas criadas por falta de acesso à Internet em todas as regiões. Este acordo significa confiança na recuperação da economia brasileira e na capacidade da Telebras de alcançar seus objetivos com os acionistas, com o mercado e com a sociedade brasileira”.

“Sempre estivemos lado a lado com a Telebras. Como Governo, estamos empolgados e confiantes com o projeto SGDC. Com esta parceria as empresas saberão conduzir este grande trabalho e trarão uma nova realidade de conectividade ao Brasil. É um novo tempo que começa e ele promete conexões rápidas e seguras entre os brasileiros. É um período de avanço econômico e social que alcançará todo o território brasileiro. Nossa expectativa é grande e estamos certos de que este modelo servirá de exemplo e será um marco para a nação”, disse Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

“Estamos extremamente satisfeitos em colaborar com a Telebras na entrega de internet de banda larga acessível no Brasil”, disse Mark Dankberg, presidente do conselho de administração e CEO da Viasat. “Estamos empenhados em contribuir com o Brasil para ressaltar as oportunidades e benefícios que podem ser alcançados conectando o País. Acreditamos que a Telebras é um excelente parceiro para nos ajudar a atingir os locais com as maiores necessidades para efetivamente causar o maior impacto”.

O modelo da parceria atende às premissas definidas pela diretoria executiva e pelo Conselho de Administração da Telebras, aprovadas em seu plano de negócios. A parceria entre empresas visa explorar uma oportunidade de negócio associada à singularidade do parceiro estratégico, com fundamento na lei das estatais (Lei nº 13.303/2016).

A Viasat já operou com sucesso 14 milhões de Hotspots em 30 países e já implantou serviços Wi-Fi via satélite de baixo custo cobrindo centenas de milhares de pessoas em várias comunidades do México rural, onde o serviço de Internet não estava disponível. Essa experiência faz da Viasat uma empresa singular na cooperação com a Telebras para tornar a Internet acessível e disponível no Brasil.

A parceria foi estruturada em um modelo de compartilhamento de receita, no qual a Telebras espera gerar mais de R$ 3,3 bilhões em receitas para a empresa nos próximos anos.

Disponibilidade

Os equipamentos da Viasat serão enviados ainda em fevereiro de 2018 para o Brasil. Os primeiros serviços devem ser ativados em abril de 2018.

Sobre a Telebras

A Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras) é uma sociedade de economia mista controlada pelo Governo brasileiro, que tem entre seus objetivos, implementar o PNBL, a fim de massificar o acesso à Internet em banda larga, conectando todos os 5.570 municípios do Brasil. Além disso, a Telebras é o braço de execução de políticas públicas de telecomunicações (por exemplo, Gesac, Educação Conectada e Internet para Todos) no Brasil. A Companhia mantém mais de 28 mil km de fibra óptica em sua rede principal (backbone) de fibra no Brasil. Para saber mais sobre a Telebras, visite: www.telebras.com.br, ou siga a Telebras nas redes  sociais: FacebookInstagramLinkedInTwitter ou YouTube.

Sobre a Viasat

A Viasat é uma empresa de comunicações global que acredita que todos no mundo podem ser conectados. Por mais de 30 anos, a Viasat ajuda a moldar como consumidores, empresas, governos e militares em todo o mundo se comunicam. Hoje, a Viasat está desenvolvendo uma rede de comunicações global para gerar conexões rápidas, acessíveis, e de alta qualidade para impactar a vida das pessoas em qualquer lugar: no solo, no ar ou no mar. Para saber mais sobre o Viasat, visite: www.viasat.com, vá para o Viasat’s Corporate Blog, ou siga a Viasat nas redes sociais: Facebook, Instagram, LinkedIn, Twitter ou YouTube.

Declarações prospectivas

É relevante mencionar que este comunicado contém expectativas da administração da Telebras, que podem constituir projeções sobre eventos futuros, que envolvem riscos, incertezas e fatos, conhecidos ou não, ou seja, declarações prospectivas.

As declarações prospectivas incluem, entre outros, declarações sobre os futuros planos, operações, desempenho e receitas potenciais esperadas da parceria entre a Viasat e a Telebras, suas perspectivas de negócios e a expansão e crescimento dos mercados de Internet em banda larga.  Os resultados reais podem diferir materialmente daqueles expressados em declarações prospectivas, pois estas declarações não são fatos históricos e representam apenas as expectativas atuais da Telebras em relação a tais assuntos. Essas declarações envolvem inerentemente uma ampla gama de riscos e incertezas conhecidos e desconhecidos.

Os fatores que podem modificar os resultados prospectados incluem, entre outros: a capacidade das partes em integrar e operar com sucesso a parceria e alcançar sinergias esperadas e outros benefícios; a capacidade de atrair e reter funcionários-chave para a parceria; o impacto da concorrência; a capacidade de desenvolver produtos e tecnologias; o impacto das mudanças nos mercados financeiros e nas condições econômicas globais; riscos associados à operação da infraestrutura do segmento terrestre da Viasat; riscos associados à operação do satélite da Telebras, que deve ser usado para fornecer novos serviços de Internet, incluindo o efeito de qualquer anomalia, falha operacional ou degradação no desempenho do satélite; demanda reduzida de produtos como resultado de restrições às despesas de capital dos clientes; mudanças nos relacionamentos com ou na condição financeira de clientes principais ou fornecedores; dependência de um número limitado de terceiros para fabricar e fornecer produtos; nível de endividamento da Viasat e capacidade de cumprir os compromissos de dívida aplicáveis; e outros fatores que podem ser detalhados de tempos em tempos nos anúncios públicos de ambas companhias e nos registros da SEC e CVM. Consulte os fatores de risco da Telebras nos arquivos da CVM e da B3, disponíveis em bvmf.bmfbovespa.com.br, incluindo o Formulário de Referência mais recente da Telebras. Os fatores de risco da Viasat estão disponíveis nos arquivos SEC, podendo ser acessados em www.sec.gov, incluindo o Relatório Anual mais recente da Viasat.

Contatos na Telebras:

Janice Palao, Assessoria de Imprensa, +55 61 2027-1053, janice.palao@telebras.com.br

Gregory Bunn, Assessoria de Relações com Investidores, +55 61 2017-1055, gregory.bunn@telebras.com.br

Contatos na Viasat, Inc.:

Chris Phillips, Relações Públicas, +1 760-476-2322, chris.phillips@viasat.com

June Harrison, Relações com Investidores, +1 760-476-2633, IR@viasat.com