“Estamos transformando as políticas públicas de inclusão digital, através do SGDC”, diz diretor da Telebras, em Congresso Latinoamericano de Satélites

14 de agosto de 2018

Encontro discute o presente e o futuro do mercado satelital

Começou na manhã desta terça-feira, 14, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, o 17º Congresso Latinoamericano de Satélites. Entre os participantes de hoje estão o diretor Comercial da Telebras, Alex Magalhães e a gerente geral da Viasat para o Brasil e vice-presidente para a América Latina, Lisa Scalpone. Eles fizeram parte de um painel sobre as perspectivas para o satélite brasileiro em uso comercial. O evento segue até amanhã, 15.

Para Alex, o objetivo do Satélite Geoestacionário Brasileiro, SGDC, é o de dar ao governo federal as condições de cumprir seu papel social e de retribuir para a sociedade os impostos que foram recolhidos e aplicados no equipamento.

“Está no DNA da Telebras massificar a banda larga, atender o Brasil como um todo e dar condições para a sociedade e também aos órgãos de governo, para que consigam melhorar ainda mais a sua gestão, reduzir gastos e aplicar recursos nas áreas essenciais. O SGDC oferece esta oportunidade”, lembra.

Segundo ele, tanto o Satélite quanto a rede terrestre de fibra óptica da Telebras estão atendendo as necessidades de governo e é por esse motivo que a empresa vem renovando contratos na esfera federal. “O Decreto está colocado para todos e é neste sentido que estamos trabalhando.”

O Internet para Todos, um dos carros chefes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, tem o objetivo de levar banda larga para comunidades desassistidas. Na oportunidade, o diretor Comercial enfatizou que o programa chegará a mais de 5 milhões de pessoas, em 40 mil localidades que não têm nenhum tipo de conexão, nem mesmo telefone fixo.

“Queremos dar condições para que a internet chegue com um valor acessível. Assim que o SGDC estiver operacionalizando poderemos cumprir o contrato Gesac e levaremos internet às escolas, postos de saúde e áreas de fronteira de nosso país.”

Ele fez referência ao período em que o Satélite está sem uso por conta do processo judicial que ainda impede a operacionalização do SGDC. “Se tivéssemos mantido o cronograma de instalação desde março deste ano, hoje mais de 6 mil escolas já teriam as antenas instaladas, o que representa mais de um milhão de alunos que não têm como receber o sinal”, lamentou.

Alex citou outras áreas que irão ganhar atenção do governo a partir da conectividade via Satélite da Telebras. “Queremos investir no serviço ao cidadão com uma carteira digital, que é uma bandeira do Ministério do Trabalho, para que, com isso, o Brasil passe a ter um banco de dados previdenciário. Também queremos melhorar o acesso que a plataforma Dataprev tem, levando as consultas de beneficiários, pensionistas e aposentados a uma atualização rápida e precisa. Um dos objetivos é conectar, ainda, os órgãos que tratam a biodiversidade brasileira, como Ibama, ICMBio, serviço florestal brasileiro, e todos os órgãos envolvidos, para que tragam resultados para a biodiversidade, catalogando, fiscalizando e permitindo que os recursos sejam controlados e investidos, aonde, de fato, sejam necessários. Precisamos conectar vários serviços, inclusive as penitenciárias que ficam em locais remotos. E, com a mesma ênfase, dar uma atenção especial ao agronegócio, setor que garante o PIB brasileiro. Sem conectividade as aplicações via IOT não poderão alcançar a cadeia produtiva do agronegócio. Estamos tentando transformar as políticas públicas, usando o SGDC”, concluiu.

Também estão presentes, representando a Telebras no evento, o diretor Técnico-Operacional, Roberto Pinto Martins; o chefe de Gabinete, Luiz Fernando Ferreira Silva; e os gerentes Sebastião do Nascimento Neto, de Engenharia de Operação de Satélites; Bruno Henriques Soares, de Tecnologia e Soluções Satelitais e Hélcio Vieira Júnior, de Relacionamento com Operadoras e Parceiros.

Viasat: parceira comercial da Telebras

Já Lisa Scalpone lembrou que a empresa americana sente-se honrada em fazer parte da indústria de internet do Brasil. “Estamos convencidos de que a conexão de internet oferecida pelo satélite SGDC vai trazer grandes benefícios para os brasileiros. O foco da Viasat sempre tem sido conectar os desconectados. Nós, da Viasat, estamos muito entusiasmados para iniciar este trabalho no Brasil.”

Para reforçar a parceria de negócios com a Telebras, Lisa falou sobre a empresa americana, explicando que a Viasat é constituída por 5 mil funcionários. Scalpone contou que a empresa existe há 30 anos e que foi fundada por Mark Dankberg e Mark Miller, na garagem de casa do Mark Dankberg. Mark Dankberg ainda é o CEO, e o Mark Miller é ainda nosso CTO. Foi Miller quem desenhou todos os nossos satélites”.

Pioneirismo

“Fomos a primeira empresa a oferecer internet por satélite por 50 dólares economicamente acessível para as massas. Outro exemplo, é que fomos os primeiros a fornecer conexões de rede WiFi por 1 ou 2 dólares como algo que é de nosso interesse investir globalmente. Estamos construindo dois satélites com capacidade em terabits. Nesta perspectiva estamos continuamente buscando novos desafios”, enfatizou.

Visiona

Pela parte da manhã, após a abertura do evento, o presidente da Visiona, João Paulo Campos, fez palestra sobre ‘Modelo de novos satélites’.

O mundo dos satélites está mudando radicalmente. Novas constelações de média e baixa órbita (MEO e LEO) abrem novas possibilidades.

João Paulo abordou o tema, discutindo a chegada da era dos nanosatélites e suas novas utilidades, além da comunicação tradicional.

Sobre o evento:

O Congresso Latinoamericano de Satélites é o principal e mais relevante evento para o mercado de satélites da América Latina. O evento congrega mais de 300 participantes, incluindo os principais executivos das operadoras globais de satélite que atuam no Brasil, convidados internacionais, reguladores, governo e usuários nas áreas aeroespacial, transporte aeroviário, óleo e gás, setor financeiro, estatais e operadoras de telecom. Há 17 edições, o encontro é presença obrigatória para quem participa da indústria ou demanda soluções.

Na edição deste ano, o foco é o debate ampliado sobre o impacto das constelações LEO e MEO no mercado de satélites de comunicação, as constelações dedicadas a sensoriamento remoto e observação, o chamamento para novas posições orbitais, além dos debates sobre os novos nichos de mercado, como comunicação embarcada, backhaul para redes de telecomunicações, o mercado de vídeo IP entre outros temas.

SGDC é tema de mesa redonda na 70ª Reunião do SBPC

26 de julho de 2018

Esta quinta-feira, 26, foi de debate sobre o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC, durante a programação da Expotec 2018. A exposição faz parte da 70ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Maceió/AL.

A mesa redonda de hoje contou com a presença do gerente de Engenharia e Operação de Satélites da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto, e do representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Carlos Lino.

O moderador e também palestrante da mesa foi o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Petrônio Noronha de Souza.

Durante o debate o auditório da Expotec ficou lotado. Estudantes e visitantes interagiram com os palestrantes para conhecer mais sobre o Projeto SGDC. Sebastião, que participa do projeto desde a sua concepção, compartilhou com os presentes a importância de um satélite como o SGDC para a nação.

“Estamos falando do primeiro satélite brasileiro, lançado com sucesso e pronto para levar internet de qualidade a todos os recantos do país. Todos temos que ter orgulho de participar deste momento da história do Brasil”, diz.

Novas gerações visitam a Expotec 2018

Crianças e jovens marcam presença na Expotec 2018, exposição que faz parte da 70ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Maceió/AL. Alunos de escolas municipais visitam o estande da Telebras com curiosidade sobre o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC.

Nesta manhã os estudantes das escolas Maria Carmelita Gomes e Monteiro Lobato tiraram dúvidas, especialmente sobre a operacionalização do Satélite. Matheus Ryan, de 9 anos, recebeu a medalha de prata da olimpíada brasileira de astronomia e astronáutica. A pergunta dele foi sobre o abastecimento de combustível do SGDC.

Segundo o engenheiro Edson Gusella Jr., da gerência de Tecnologia e Soluções Satelitais da Telebras, a vida útil do SGDC é de até 18 anos. “O tempo de vida do satélite é limitado principalmente pela quantidade de combustível que ele carrega no lançamento, pois não é possível reabastecê-lo em órbita”, diz.

Os pais também acompanharam as crianças, demonstrando que o tema ‘satélite’ surpreende a todas as gerações. É a certeza de um Brasil conectado que desperta a atenção de quem passa pela Expotec 2018 e enche os olhos dos visitantes.

 

Começa a funcionar projeto que leva internet rápida às áreas mais isoladas do Brasil – JN, 18/7/18

20 de julho de 2018

Começa a funcionar projeto que leva internet rápida às áreas mais isoladas do Brasil. Roraima será o primeiro estado a fornecer o serviço em todas as escolas. Jornal Nacional, 18/07/2018.

Confira vídeo abaixo :

 

Internet Para Todos começa a funcionar em Roraima – Jornal da Band, 18/07/2018

Escolas de Roraima recebem as primeiras antenas do Programa Internet Para Todos, do governo federal. O projeto leva banda larga, através do satélite da Telebras, a regiões isoladas do país e foi retomado após decisão favorável do Supremo Tribunal Federal. Jornal da Band, 18/07/2018.

Confira vídeo abaixo :

 
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