Satélite é fundamental para levar conectividade à população brasileira

18 de outubro de 2018

Para uma plateia numerosa e atenta, os palestrantes do painel “Examinando a Importância dos Satélites no Processo de Entrega do 5G e de Dispositivos Interconectados”, nessa quarta-feira, 17, das 15h35 às 17h10, na Arena Mauá 1 do Futurecom 2018, apresentaram diversos pontos de vista sobre a capacidade e a utilização satelital no Brasil, principalmente para aplicações de telecomunicações em sinergia com sistemas terrestres.

O diretor Técnico-Operacional da Telebras, Roberto Pinto Martins, alertou sobre a importância do uso do satélite para atendimento à grande massa da população brasileira que ainda não tem conectividade. “O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1), com seus 67 slots, cobre todo o território brasileiro e a Amazônia Azul, e tem toda a possibilidade para esse atendimento”.

Roberto Martins enalteceu a importância da parceria estratégica, e o “modelo de negócio apropriado” entre a Telebras e a Viasat, e destacou que as aplicações via satélite são as mais indicadas para atendimento às áreas remotas e para o agronegócio, que talvez hoje seja “o business mais relevante no país por diversos fatores econômicos. Há uma falta de conexão no campo para esse tipo de empreendimento”. E conclui: “temos os instrumentos para fazer o atendimento aos necessitados e já estamos pensando no SGDC-2 porque, certamente, nosso satélite não será suficiente para suprir a demanda que o Brasil precisa”.

O ex-conselheiro da Anatel e moderador do painel, José Leite Pereira Filho, ressaltou a importância de uso do satélite para suprir a deficiência de infraestrutura ainda existente em grande número de municípios brasileiros. “Temos ainda 42% dos municípios, ou seja, mais de 2.300 municípios que não são atendidos por backhaul de fibras ópticas. Em um país continental como o Brasil, é muito útil o uso de satélite para esse fim”.

Também participaram do painel Lisa Scalpone, vice-presidente de Serviços Internacionais da ViaSat e Gerente Geral – Brasil, o diretor geral da Telesat Brasil, Mauro Wajnberg, o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Embratel Star One, Fabio Alencar e o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Vitor Elisio de Oliveira.

Jarbas Valente fala sobre o SGDC-1 em Audiência Pública na Câmara dos Deputados

9 de maio de 2018

A quarta-feira (9) foi de prestação de contas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Em Audiência Pública na Câmara dos Deputados, o ministro do MCTIC, Gilberto Kassab, abriu os trabalhos e apresentou os gestores das pastas que compõem o Ministério e os dirigentes das empresas vinculadas.

Jarbas Valente, presidente da Telebras, falou sobre o projeto SGDC-1. Jarbas explicou que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas deixa um legado para as telecomunicações do país. “O satélite trará benefícios para o governo e para a sociedade brasileira, com aumento na oferta de banda larga e cobertura territorial que abrange, inclusive, a Amazônia Azul”, ressalta.

Em meio a explanação, o presidente da Companhia explicou sobre os processos licitatórios da infraestrutura que compõem o projeto satelital. Segundo ele, as obras foram realizadas sem nenhum tipo de problema, com economia aproximada de R$ 68 milhões. “A fase de projetos foi auditada pelo TCU e serviu como case para demais obras de grande parte do governo. O montante total investido em infraestrutura foi de R$ 370 milhões”, disse.

Exploração comercial

Sobre a exploração comercial do SGDC 1, Valente explicou que o chamamento Público, baseado no Art. 28 da Lei 13.303/16, a Lei das Estatais, foi realizado, com ausência de propostas, no fim do segundo semestre de 2017. “A alternativa foi o contrato associativo que se refere ao estabelecimento da parceria firmada com a norte-americana Viasat, em fevereiro de 2018, para direito de uso temporário de apenas 58% da capacidade da banda Ka, equivalente aos Lotes 1 e 2 do Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU.”

A parceria é resultante de escolha transparente, a partir de comparações de propostas recebidas de várias empresas com premissas estabelecidas pelo Conselho de Administração e acompanhamento pela alta administração da Telebras. Confidencialidade e sigilo foram imprimidos nas tratativas comerciais entre as partes (art. 22 da Lei 12.527/2011 e arts. 5º e 6º do Decreto 7.724/2012).

O que ganha a Telebras com o contrato associativo de parceria?

Na oportunidade Jarbas enumerou os benefícios da parceria para a Telebras. O presidente da Estatal enfatizou que a parceria com a Viasat é essencial para a implantação de projetos e programas pelo SGDC por sua singularidade.

De a acordo com Valente, entre as premissas para contratação de parceria aprovadas pelo Conselho Administrativo da Telebras, em consonância com os princípios do Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU,  estão: Cumprimento do PNBL em todo o Brasil; Disponibilização de 5 banda base (estações de acesso), 50 mil terminais de usuário e atendimento à demanda imediata da Telebras; Rentabilidade do projeto SGDC aderente ao plano de negócio; Contrato de longo prazo (10 anos, podendo ser renovado); Parceria com fundamento no art. 28 da Lei 13.303/16.

Para Jarbas Valente, outros aspectos positivos para esta situação são:

  • Atendimento ao Lote Telebras, tal como disposto no Edital de Chamamento Público nº 2/2017, aprovado pelo TCU, com a disponibilização de 5 equipamentos de banda base devidamente instalados e mantidos, além de 50 mil terminais do usuário (Vsat) com instalação e manutenção em qualquer ponto do território nacional;
  • Atendimento a todo mercado de Governo Federal e ao PNBL com rapidez, escala e alta utilização do SGDC, baixando preços e reduzindo desigualdades sociais;
  • Redução do Capex em mais de R$ 500 milhões, tendo em vista não necessitar de investimento em equipamentos e sistemas;
  • Redução e controle do Opex devido à padronização dos custos operacionais e sinergias na manutenção dos sites em todo o Brasil.
  • Atender clientes com qualidade, dentro dos prazos estipulados, com agilidade e qualidade e, consequentemente, com ganho de imagem; manter a soberania, pois a operação e o controle do satélite e da rede terrestre sempre serão da Telebras; ganhar conhecimento, com transferência de conhecimento e know-how, reduzindo riscos operacionais; e rentabilizar o SGDC-1, com viabilidade econômico financeira do projeto aderente ao plano de negócio”.

Ação Judicial

Na data de ontem (8) a Procuradoria Geral da República, na pessoa da procuradora Raquel Dodge, emitiu parecer favorável à liminar da juíza Jaiza Fraxe, da Justiça do Amazonas, que suspende a negociação da Telebras com a americana Viasat.

A Diretoria Executiva informa que solicitará nova oportunidade junto às instâncias do Judiciário para esclarecer a lisura do processo de parceria com a Viasat e oferecer todas as informações sobre o contrato ao Poder Judiciário. Ciente das suas responsabilidades, a Telebras confia na atuação da Justiça a fim de manter a implementação dos objetivos do Programa Nacional de Banda Larga.

Durante a Audiência Pública, o ministro Kassab reforçou que o caso está sendo tratado pela Justiça e que tudo terá o seu desfecho o mais breve possível. “Esperamos uma decisão que seja favorável à negociação de suma importância para a conectividade em banda larga do país”, resumiu Kassab.

Telebras lança marca comemorativa de 45 anos no Futurecom 2017

4 de outubro de 2017

Empresa apresenta soluções de produtos e serviços em estande no evento, que segue até quinta-feira, 5, e reúne as principais operadoras, entidades e provedores de internet, fornecedores e a indústria de telecomunicações em São Paulo

A Telebras participa da 19ª edição do Futurecom, o mais importante evento de Telecomunicalções, TI e Internet na América Latina, com palestras e  um estande de 72m², onde apresenta a abrangência de cobertura prevista para o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) e sua sinergia com a rede terrestre. Profissionais da empresa apresentam as soluções de produtos e serviços e as oportunidades que abrangem o serviço de anti-DDoS, previsto para brevemente ser oferecido ao mercado. Além disso, está sendo lançada, na oportunidade, a marca alusiva ao aniversário da Telebras, que completa 45 anos no dia 9 de novembro.

Nesta quarta-feira, 4, o gerente de Tecnologia e Soluções Satelitais faz uma palestra sobre o “SGDC, uma nova capacidade satelital para o Brasil”. O SGDC é um satélite extremamente avançado, que utilizará sua capacidade de até 60 Gbits na banda Ka para ampliar a oferta de banda larga aos locais mais distantes do Brasil com internet de qualidade. Trata-se de um dos maiores projetos de telecomunicações no Brasil nos últimos 20 anos e marca um momento histórico no País. É o primeiro satélite brasileiro concebido exclusivamente para a transmissão de dados com alta velocidade e qualidade na banda Ka, cobrindo todo o território nacional e a Amazônia Azul. O Projeto oferece segurança para as comunicações estratégicas do Governo, vai promover o desenvolvimento socioeconômico e proporcionar um País conectado não só com tecnologia, educação, saúde, serviços públicos e conhecimento, mas também com cidadania, igualdade e justiça social.

Na terça-feira, 3, o especialista em Telecomunicações, Leandro de Oliveira Neves, apresentou, em palestra, a Segurança: “proteção anti-DDos e Rede Privativa de Governo”.

Cerimônia de abertura

A cerimônia de abertura da 19ª edição do Futurecom, na noite do dia 2, foi cercada de otimismo sobre a competitividade do Brasil no cenário global.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, e o presidente da República, Michel Temer, destacaram a importância de manutenção da dotação orçamentária, com aporte adicional de R$ 1 bilhão para finalizar o Projeto SGDC. Kassab enalteceu esse apoio do presidente, num cenário de cortes orçamentários promovidos no Governo, como uma importante visão de futuro com forte impacto social. Destacou a participação do presidente Temer na abertura do evento como “uma segurança de como o governo considera prioritário o setor de tecnologia”.

Kassab ressaltou ainda que a tecnologia 5G e o Plano de Internet das Coisas (IoT) demonstram que o País se prepara  para a evolução em igualdade com outros mercados e para a competitividade global. Temer, por sua vez, destacou a relevância do SGDC para universalizar a banda larga e levar o atendimento à Educação e à Saúde até as áreas mais remotas da Amazônia e enfatizou: “estamos colocando o Brasil no século 21”.

Também participaram da solenidade de abertura o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, e o organizador do Futurecom, Laudálio Veiga. Estiveram presentes o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o Secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, e o Secretário de Telecomunicações, André Borges, além do presidente interino da Telebras, Jarbas Valente e do diretor Administrativo-Financeiro, Paulo Ferreira, do Gerente de Planejamento e Marketing, Luiz Fernando Ferreira Silva, além de José Ribamar e Abílio Gomes, gerente e coordenador de Projetos Especiais do Escritório Regional de São Paulo, respectivamente.

02 de outubro de 2017 – São Paulo.Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, ao lado do Presidente da República, Michael Temer, na cerimônia de abertura do FUTURECOM 2017. Foto Ivo Lima/MCTIC

SGDC alcança sua órbita geoestacionária, a 36 mil km da Terra

15 de maio de 2017

Depois de oito dias de viagem ao redor da Terra, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, lançado no dia 04/05, do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, alcançou, na última quinta-feira (11/05), os 36 mil km, chegando, assim, a sua órbita geoestacionária.

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Brasileiros cooperam na construção do SGDC e trazem tecnologia de ponta para o país

5 de maio de 2017

Engenheiros da Agência Espacial Brasileira integraram equipes de montagem do Satélite Geoestacionário na França. Transferência de tecnologia contribui para o fortalecimento do Programa Espacial Brasileiro, diz presidente da AEB.

Fonte: MCTIC

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