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Telebras é pioneira em implementação de metodologia que otimiza prazos, custos e qualidade de grandes projetos

21 de junho de 2017

Empresa é precursora na implementação do sistema do início ao fim da obra. “É algo inovador e também desafiador, porque ninguém fez isso antes, dessa forma. Nossas obras estão servindo de estímulo para que o Governo procure implementar o BIM na construção de outras infraestruturas de missão crítica, como é o caso do projeto SGDC”, afirma João Luiz Ramalho, Assessor Técnico da Gerência de Tecnologia e Soluções Satelitais da Telebras

No Rio de Janeiro, as obras do COPE-S também estão em andamento. 1.200 pranchas de desenho detalham as instalações

O SGDC entrou em órbita em meados do mês passado e passa pela primeira bateria de testes. Aqui na terra, as construções dos dois Centros de Operações e das Estações Terrestres já começaram e trazem uma inovação na área de tecnologia no Brasil: são as primeiras instalações totalmente modeladas em Building Information Modeling (BIM). Com isso, a Telebras está empenhando o máximo de segurança física e logística que as operações do SGDC demandam. A tecnologia BIM foi adotada pela empresa, pioneira no Brasil através dos projetos dos COPE-P e S e das Gateways.

“O BIM serve para definir o escopo do projeto ao longo do tempo. Você sabe exatamente o que fazer, como e quando vai entregar”, explica João Luiz Ramalho, Assessor Técnico da Gerência de Tecnologia e Soluções Satelitais. Cada elemento do projeto possui uma biblioteca digital particular, com as especificações de origem, materiais, funcionamento, manutenção e todos os processos relacionados a ele. O cruzamento das informações permite antecipar problemas na hora da construção e na elaboração de uma modelagem 3D precisa.

“Na construção você insere uma quarta dimensão, que é o tempo, e divide o projeto em várias atividades de acordo com a prioridade”, acrescenta o Assessor. Ramalho explica que, quanto mais específico for o planejamento, mais preciso é o seu orçamento e a expectativa de conclusão. “O BIM ajuda na aquisição do projeto, que precisa ser licitado, na implementação da obra por parte da empresa contratada, e na fiscalização de forma muito mais eficiente”, enumera o Assessor. “Evita o retrabalho, o desperdício e ajuda a otimizar o tempo”, conclui Ramalho.

Gestão
O BIM não se limita ao planejamento e construção das obras. A metodologia se estende à gestão das instalações durante seu funcionamento. É a chamada sexta dimensão. “Se eu tenho um elevador que precisa ter uma manutenção a cada seis meses, por exemplo, eu recebo uma notificação quando estiver próximo da data”, esclarece Ramalho. Todas as informações são armazenadas e interligadas a outros processos das instalações.

Missão crítica
Missão crítica compreende a gestão de processos de tecnologia que exige um padrão muito específico de engenharia, bem como disponibilidade, confiabilidade e gestão de riscos, de forma que estrutura continue em funcionamento mesmo que componentes internos ou externos apresentem alguma falha. A tecnologia BIM veio para apoiar a missão crítica, criando digitalmente modelos virtuais e precisos de uma construção, minimizando os riscos de falhas e evitando o defeito, pressupostos da disponibilidade e confiabilidade necessários para o projeto SGDC.


O COPE-P em Brasília contará com 14 mil m² de área construída e painéis fotovoltaicos para captação de energia solar. O projeto tem 5 mil páginas de especificações técnicas


Prévia de como ficarão as instalações do COPE-P quando concluídas, de acordo com a modelagem pelo BIM

Janice Santos – Assessora de Comunicação Telebras

 

 

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