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Mais banda larga e soberania ao País

16 de fevereiro de 2017

Artigo por Gilberto Kassab*

Ampliar a cobertura de banda larga é hoje necessidade que se coloca no mesmo patamar de outras questões fundamentais em nosso País, como a retomada do emprego. Em 2017, internet de alta velocidade, permitindo acesso a informação, Educação, troca de experiências e todo o universo de serviços e experiências que a rede proporciona, é instrumento de desenvolvimento, melhoria de qualidade de vida para nossa população e inclusão social.

Além disso, a troca de dados em alta velocidade é grande impulsionadora da economia brasileira, integrada e preparada para o Brasil retomar o caminho do crescimento. Nesse sentido, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações tem série de projetos que visam ampliar a oferta da banda larga no País.

Para além da atualização da Lei Geral de Telecomunicações, que está em discussão no Congresso e que vai proporcionar investimentos na banda larga em larga medida, quero falar do SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações), ambicioso projeto que está próximo de sua fase de conclusão, com investimentos de R$ 2,1 bilhões e fruto de parceria do nosso ministério com o da Defesa.

Com o SGDC, o Brasil vai ganhar qualidade na prestação dos seus serviços de comunicações estratégicas, seja ao dar mais eficiência ao sistema de Segurança e defesa nacionais, seja ao levar mais condições de acesso à banda larga para cidadãos de todo o País, em suas atividades pessoais ou profissionais.

O satélite estará em órbita em breve, sendo lançado no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Com suas 5,8 toneladas e 5 metros de altura, depois de embarcado no foguete Ariane-5, ficará posicionado a distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.

Vem sendo desenvolvido em consórcio entre a Telebras, empresa estatal que tem série de importantes ações no desenvolvimento de nossas tecnologias de comunicação, e a Embraer, empresa brasileira de referência, sediada no Interior de São Paulo e que cumpre papel global nos setores aeroespacial e de defesa.

Vai operar em duas bandas de frequência, uma destinada exclusivamente ao uso militar e à nossa Segurança e soberania, e outra – correspondente a 70% do total de tráfego que o satélite vai permitir–será toda destinada a ampliar a oferta de banda larga pela Telebras. Agora, com a fase final de construção do equipamento e dos seus sistemas de controle, teremos importante avanço do nosso País: mais soberano e integrado, com o satélite contribuinte com o desenvolvimento econômico e inclusão social.

*Gilberto Kassab é engenheiro civil, economista e Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Artigo publicado no DIÁRIO DO GRANDE ABC, em 15 de fevereiro de 2017

Time brasileiro que acompanhou a retirada do SGDC do container, o processo para desempacotar o Satélite e os testes após a viagem da França para a Guiana Francesa

Time brasileiro que acompanhou a retirada do SGDC do container, o processo para desempacotar o Satélite e os testes após a viagem da França para a Guiana Francesa

Satélite sendo retirado do Container

Satélite sendo retirado do Container

SGDC sendo desembalado, na Guiana Francesa

SGDC sendo desembalado, na Guiana Francesa

 

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