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A TELEBRÁS e a Evolução das
Telecomunicações
A TELEBRÁS,
empresa holding de um sistema empresarial constituído
de 27 (vinte e sete) operadoras estaduais e de 1 operadora de longa
distância, bem como de dois centros
de treinamento (em Recife e em Brasília) e de 1 (um) Centro de Pesquisa
e de Desenvolvimento, era a responsável
por mais de 95% dos serviços públicos
de telecomunicações do País.
Pouco depois de criada, em 1972, a TELEBRÁS já mostrava a que viera, interligando
todos os Estados brasileiros. Na primeira década de operação, o salto foi de 1,4 milhões
de telefones em 2,2 mil localidades para 5,8 milhoes de telefones em 6,1 mil localidades.
MISSÃO da TELEBRÁS
Prestar serviços de telecomunicações
com qualidade, diversidade e quantidade exigidas pelo
mercado, contribuindo para o desenvolvimento político,
econômico e social do País.
HISTÓRICO:
* Até os Anos 50
As concessões dos serviços de telecomunicações
eram distribuídas indistintamente pelos governos
federal, estaduais e municipais, propiciando que empresas
operadoras surgissem e se expandissem de forma desordenada,
com custos onerosos e sem qualquer compromisso com a
qualidade.
No final dessa década existiam, aproximadamente,
1000 companhias telefônicas, com grandes dificuldades
operacionais e de interligação.
* Anos 60
O primeiro passo para o desenvolvimento ordenado das
telecomunicações no Brasil foi dado com
a aprovação pelo Congresso Nacional, em
27 de agosto de 1962, da Lei 4.117, instituindo o Código
Brasileiro de Telecomunicações, responsável
pela transformação radical do panorama
do setor, disciplinando os serviços telefônicos
e colocando-os sob o controle da autoridade federal.
O Código Brasileiro de Telecomunicações definiu a política básica
de telecomunicações, a sistemática
tarifária e o planejamento de integração
das telecomunicações em um Sistema Nacional
de Telecomunicações (SNT) além de:
· criar o Conselho Nacional de Telecomunicações
subordinado à Presidência da República,
com as atribuições de coordenar, supervisionar
e regulamentar o setor de telecomunicações;
· autorizar a criação da EMBRATEL
- Empresa Brasileira de Telecomunicações
S/A com a finalidade de implementar o sistema de comunicações
a longa distância, ligando, entre si, as capitais
e as principais cidades do País;
· instituir o FNT - Fundo Nacional de Telecomunicações,
destinado a financiar as atividades da Embratel.
Em 1967 foi aprovado o Decreto-Lei nº 200 que,
entre outros, criou o Ministério das Comunicações.
* Anos 70
No início dessa década o serviço
de telefonia de longa distância apresentava um
bom nível de qualidade e a telefonia urbana era
deficiente. Como solução foi autorizada
a criação de uma sociedade de economia
mista através da Lei 5792, de 11 de julho de
1972. Assim nascia a Telecomunicações
Brasileiras S/A - TELEBRÁS, vinculada ao Ministério
das Comunicações, com atribuições
de planejar, implantar e operar o SNT.
Neste sentido a TELEBRÁS instituiu em cada estado
uma empresa-polo e promoveu a incorporação
das companhias telefônicas existentes, mediante
aquisição de seus acervos ou de seus controles
acionários.
Este período foi marcado por uma expansão
expressiva da planta telefônica, passando de 1,4
milhões para 5 milhões de terminais instalados.
Foi nesse período que a TELEBRÁS implantou
em Campinas, São Paulo, o Centro de Pesquisa
e Desenvolvimento - CpQD, para o desenvolvimento tecnológico
do setor.
Foi também estabelecida uma política
industrial visando a consolidação de um
parque industrial brasileiro, voltado à demanda
do SNT.
* Anos 80
As significativas modificações no cenário
político e difícil situação
ecônomico-social do País afetaram o setor
de telecomunicações, dificultando a sua
expansão conforme o esperado. Mesmo assim:
· consolidou-se o processo de incorporação
das companhias telefônicas, ficando a TELEBRÁS
responsável pela operação de mais
de 95% dos terminais telefônicos em serviço
e o restante por apenas 5 empresas de serviços
telefônicos não pertencentes ao Sistema
TELEBRÁS;
· foram lançados os satélites
de comunicações BrasilSat-I em 1985 e
o BrasilSat-II em 1986, através dos quais se
conseguiu a integração total do território
brasileiro, levando sinais de telefonia, telegrafia
e televisão a todas as regiões do País;
· a existência dos satélites possibilitou
o lançamento do Programa de Popularização
e Interiorização das Telecomunicações,
destinado a levar ao maior número de localidades
brasileiras as facilidades de comunicações
e proporcionar maior integração entre
cidadãos e suas comunidades.
* Anos 90
Nesta década a ênfase da TELEBRÁS
estava voltada para a retomada do crescimento e da qualidade
na prestação dos serviços de telecomunicações.
No campo do desenvolvimento industrial, em parceria
com universidades e indústrias, a TELEBRÁS
desenvolveu diversos produtos vinculados a tecnologias
de vanguarda, como:
· centrais de comutação telefônica
digital, que permitem grande variedade de serviços
não disponíveis nas centrais convencionais;
· fibra-ótica, que permite altíssima
capacidade de transmissão de informações;
· sistema de comunicação de dados
e textos, permitindo a interligação de
terminais e computadores à rede telefônica.
Ao completar 25 anos, em 1997, a TELEBRÁS já havia instalado
mais de 17 milhões de telefones fixos,com tecnologia própria, de vanguarda
e de reconhecimento mundial.
Em julho de 1998, o Sistema Telebrás alcançou
a marca de 18,2 milhões de terminais fixos instalados e 4,6 milhões de
celulares, em 22,9 mil localidades.
Em 29 de julho de 1998 o Sistema TELEBRÁS foi privatizado.
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