O projeto

Em decorrência dos 45 anos de constituição da Telebras, criada pela Lei nº
5.792 de 11 de julho de 1972 e fundada em 9 de novembro do mesmo ano, surge a
iniciativa de resgatar e trazer à tona temas relevantes de sua história institucional.
Passados quarenta e cinco anos, se faz necessário observar e refletir sobre as
mudanças implicadas pelo tempo e a constante reinvenção da Telebras para melhor
cumprir as missões que lhe foram incumbidas.

O projeto Memória Telebras objetiva resgatar, registrar, preservar e disseminar a
memória da Telebras. Reconstruir a memória institucional é uma forma de repensar a
história e ao mesmo tempo tê-la como instrumento de transformação que reforça a
identidade da empresa e consolida seus valores. Sob outra ótica, um bom trabalho de
memória institucional ressalta a relação da empresa e de sua marca com a história do
país e das regiões em que opera, fortalecendo, assim, sua credibilidade e imagem
junto à sociedade brasileira.

A recuperação, organização e divulgação da memória institucional é um
trabalho estratégico e deve ser realizado com base em técnicas desenvolvidas e
aprimoradas para este fim. Não se resume, pois, em resgatar documentos e objetos
antigos. A reconstrução da memória é mais do que isso e deve ser vista como um
momento em que as pessoas passam a redescobrir valores e experiências, reforçam
vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização e começam a
refletir sobre as expectativas dos planos futuros. Além disso, ainda pode proporcionar
um excelente momento para (re)construir uma identidade coletiva, a partir da
formação de um sentimento coletivo de posse e de orgulho pelo pertencimento à
Telebras.

Outro viés do Projeto Memória Telebras é a sua interligação com a Gestão do
conhecimento, ferramenta de suporte para a criação e manutenção do conhecimento
organizacional, mediante a possibilidade de identificação e captura do conhecimento
tácito (inerente a cada pessoa) e posterior compartilhamento com os demais membros
da empresa a fim de proporcionar a criação e potencialização de novos
conhecimentos.

De acordo com Conklin 1 (2001) a memória organizacional amplia o
conhecimento por capturar, organizar, divulgar e reutilizar o conhecimento criado
pelos trabalhadores dentro de uma empresa. Dessa forma, a criação de um acervo
com tais informações configura, pois, uma verdadeira ferramenta para analisar, avaliar
e gerenciar o conhecimento e as tarefas individuais empregadas na Telebras.

Cabe ressaltar que a captura das vivências e histórias dos colaboradores e
personagens importantes para a Telebras implica em registrar e guardar para a
posteridade preciosidades que muito provavelmente seriam perdidas com o término
do vínculo empregatício. Sem o devido registro, a memória institucional está fadada ao
esquecimento. Como diria o escritor argentino Jorge Luis Borges (2011) “Em todo o
caso, fica a memória. A memória é individual. Somos feitos, em larga medida, de
memória. Essa nossa memória é feita, em boa parte, de esquecimento” (apud CRUZ,
2012, P. 6).

Com base nessas informações, convidamos a todos para participar conosco
deste projeto, pois não teríamos história para contar se ela não fosse construída por
cada funcionário da Telebras.

1 O Dr. Jeffrey Conklin é o fundador / presidente da CogNexus Group, uma empresa cuja missão é ajudar os grupos multi-stakeholder a resolver problemas/bloqueios e criar resultados robustos. Ele foi pioneiro na técnica de “Dialogue Mapping”, usado para guiar os clientes com segurança por meio de ‘adult conversations’ que são essenciais para a colaboração, técnica ensinada em tutoriais e workshops. Ele projetou e facilitou centenas de reuniões de sucesso e colaborações on-line. Dr. Conklin busca oportunidades para treinar líderes na convocação de interessados com interesses conflitantes, especialmente em disputas regionais de recursos naturais.

Participe, você faz parte dessa história!